domingo, 20 de novembro de 2011

Aumento do câncer de próstata ligado à pílula anticoncepcional



18 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Pesquisadores descobriram ainda outra ligação entre a pílula anticoncepcional e o câncer — desta vez, um câncer que atinge os homens.

Um estudo conduzido no Hospital Princesa Margaret na cidade de Toronto que examinou 87 países constatou uma relação estatisticamente significativa entre o uso da pílula anticoncepcional e o câncer de próstata.

Os pesquisadores especulam que os resultados, que foram publicados na revista BMJ Open, podem ser explicados pelo fato de que as mulheres que usam a pílula expelem estrógeno na urina, que então acaba formando parte do abastecimento de água, onde o estrógeno no final é ingerido pelos homens.

Se correto, o estudo estaria em harmonia com outros estudos que mostram que os homens que são expostos a pesticidas que contêm estrógeno estão também em risco mais elevado de desenvolver câncer de próstata, de acordo com o noticiário da CBS.

A relação recentemente descoberta entre anticoncepcionais orais e o câncer de próstata acrescenta ainda outro efeito adverso para a longa lista de problemas médicos provocados pela pílula.

Estudos têm ligado o uso da pílula ao câncer de mama, câncer do colo do útero, câncer do fígado, problemas urinários, ataques do coração e outros problemas de saúde.

Especialistas médicos também reconhecem que a pílula não só impede a gravidez, mas também pode provocar abortos ao impedir a implantação do zigoto na parede uterina da mãe.

A introdução de estrógeno no abastecimento de água também tem sido responsabilizada pelo aumento na enfermidade masculina nos mamíferos geralmente.

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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Chocante: exigir morte antes de doação de órgãos é desnecessário, diz especialista

Chocante: exigir morte antes de doação de órgãos é desnecessário, diz especialista

 
TORONTO, Canadá, 1 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Pelo fato de que os doadores de órgãos muitas vezes estão vivos quando seus órgãos são tirados, a classe médica não deveria exigir que os doadores sejam declarados mortos, mas em vez disso deveria adotar critérios morais mais “honestos” que permitam a remoção de órgãos de pacientes que estão “morrendo” ou que estão “gravemente feridos”, com consentimento apropriado, argumentaram três importantes especialistas.

Os doadores de órgãos precisam estar mortos antes da remoção de seus órgãos? De acordo com três especialistas, não.
Essa abordagem, dizem eles, evitaria a afirmação “pseudo-objetiva” de que um doador está “realmente morto”, o que é muitas vezes baseado em definições puramente ideológicas de morte designadas a expandir as reservas de doadores de órgãos, e permitiria que os removedores de órgãos fossem mais honestos com o público, bem como garantiria que os doadores não sentissem dor durante o processo de remoção dos órgãos.
Esses comentários horripilantes foram feitos pelo Dr. Neil Lazar, diretor da unidade de terapia intensiva médico-cirúrgica do Hospital Geral de Toronto, pelo Dr. Maxwell J. Smith da Universidade de Toronto e por David Rodriguez-Arias da Universidade del Pais Vasco na Espanha, numa conferência de bioética nos EUA em outubro e publicada num recente documento da Revista Americana de Bioética.
Os autores declaram francamente que sob os costumes atuais, os doadores podem estar tecnicamente ainda vivos quando os órgãos são removidos — uma condição necessária para se produzir órgãos saudáveis e vivos. Por causa disso, eles dizem que o protocolo que exige a morte do doador é “perigosamente enganador”, e poderia ignorar o bem-estar do doador que pode ainda estar em condições de sofrer durante o procedimento de remoção.
“Pelo fato de que há uma suposição geral de que não dá para se machucar indivíduos mortos, a veneração da norma do doador morto é perigosamente enganadora”, escrevem eles. “No final das contas, o que é importante para a proteção e respeito dos potenciais doadores não é ter uma certidão de óbito assinada, mas em vez disso ter certeza de que eles não podem sofrer e garantir que a autonomia deles seja respeitada”.
Em vez da tão chamada Norma do Doador Morto (NDM), os autores propõem que os doadores sejam “protegidos de sofrer dores” (isto é, que eles recebam anestesia de modo que não sintam dor durante o processo de doação), que o consentimento informado deva ser obtido e que a sociedade seja “plenamente informada da natureza inerentemente contestável de qualquer critério de declaração de morte”.
Os médicos observam que o desenvolvimento dos critérios para a tão chamada “morte cerebral”, que é muitas vezes usada pelos médicos para declarar morte antes de uma doação de órgãos, foi uma “estratégia ideológica” com a finalidade de aumentar as reservas de doadores que se constatou tinha “falhas empíricas e teóricas”. Eles também criticam a mais recente tentativa de se criar definições novas e ainda mais vagas da morte, tal como morte circulatória, que eles argumentam equivale a simplesmente “fingir” que o paciente está morto a fim de se obter seus órgãos.
A legitimidade da “morte cerebral”, “morte cardíaca” e até mesmo “morte circulatória” — que pode ser declarada apenas 75 segundos depois da parada circulatória — como real morte tem sido um debate permanente nos comentários do público sobre a doação de órgãos. Muitos especialistas afirmam que os médicos que conhecem a doação de órgãos estão cientes de que os termos, cuja intenção é delinear um ponto inicial de provável morte, são diferentes da real morte do corpo, tornando altamente incerta a condição moral da doação de órgãos.
Enquanto isso, inúmeros casos estão surgindo de despertamentos “miraculosos” após uma morte cerebral, fornecendo o peso para os argumentos de médicos e outros que dizem que o processo de obter órgãos viáveis não só não consegue garantir que um paciente tenha morrido com certeza, mas é impossível, a menos que um corpo esteja ainda tecnicamente vivo.
O Dr. Paul Byrne, neonatologista de muita experiência, professor clínico de pediatria na Universidade de Toledo e presidente da Fundação Guardiã da Vida, disse que não está surpreso com essas recentes declarações, que ele disse meramente refletem um segredo que todo mundo da área de doação de órgãos já sabe há muito tempo.
“Todos os participantes de transplantes de órgãos sabem que os doadores não estão realmente mortos”, Byrne disse para LifeSiteNews.com numa entrevista por telefone na terça-feira.
“Como é que dá para se conseguir órgãos saudáveis de um cadáver? Não dá”.
Byrne afirmou que dar medicação contra dor para doadores de órgãos é rotina. Os médicos que removem órgãos de doadores cerebralmente mortos “têm de paralisá-los de modo que eles não se mexam quando os médicos estão cortando aberturas dentro de seus corpos para remover órgãos, e quando eles os paralisam sem anestesia, o batimento cardíaco se acelera e a pressão sanguínea sobe”, observou ele. “Isso não é algo que acontece com alguém que está realmente morto”.
O neonatologista disse que pessoalmente tem estudado a teoria da “morte cerebral” desde 1975, sete anos depois do primeiro transplante de órgão vital em 1968, e descobriu que os critérios de morte estão sendo continuamente mudados para atender à demanda de órgãos frescos. A ideia de uma “norma de doador morto” só surgiu na década de 1980, disse ele, e só entrou na linguagem coloquial anos mais tarde.
“Não existe realmente nenhuma norma de doador de órgão, embora estejam tentando fazer parecer que há”, disse Byrne.
Byrne liderou uma conferência do Vaticano sobre critérios de “morte cerebral” em 2008 em que um grande grupo de especialistas internacionais, muitos dos quais são líderes mundiais em suas áreas, testificaram que é ilegítimo usar a “morte cerebral” como um critério aceito para se remover órgãos.
Os comentários dos especialistas canadenses e espanhol estão sendo criticados pela classe de doadores de órgãos, onde alguns de seus membros estão expressando preocupação com o fato de que essas declarações poderiam levar as pessoas optar por não doar seus órgãos.
“Na vasta maioria dos casos, o conceito de morte é fácil, óbvio e não realmente sujeito a nenhuma interpretação complexa. É muito claro”, o Dr. Andrew Baker, diretor medico da Rede Dom da Vida Trillium, a qual supervisiona o sistema de transplante de órgãos de Ontário, disse para o jornal National Post. “Eles estão mortos, dá para você ver isso, não há volta para nada”.
James DuBois, professor de ética de saúde da Universidade de Saint Louis, também criticou os comentários, dizendo que a eliminação da Norma do Doador Morto poderia “ter consequências negativas: uma diminuição no índice de doações de órgãos, transtorno dos membros da família do doador e criação de estresse entre funcionários médicos”.
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Pacientes “vegetativos” podem estar plenamente conscientes: estudo da revista Lancet

Pacientes “vegetativos” podem estar plenamente conscientes: estudo da revista Lancet



Kathleen Gilbert

NOVA IORQUE, EUA, 15 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um estudo publicado numa das mais respeitadas revistas médicas do mundo revelou neste mês que muitos pacientes “vegetativos” estão na verdade plenamente conscientes e cônscios.
Especialistas da Universidade de Ontário Ocidental conduziram o experimento aplicando uma máquina de eletroencefalograma (EEG), um mecanismo comum para medir ondas cerebrais, num grupo grande de pacientes sem reações sofrendo de danos cerebrais.
O jornal New York Times relatou que, quando os pesquisadores pediram que os pacientes “vegetativos” imaginassem fechar o punho ou mexer os dedos do pé no momento correto, eles viram que as ondas cerebrais de cerca de 20 por cento de tais pacientes reagiram precisamente do mesmo jeito dos pacientes saudáveis.
A pesquisa foi antecipada por vários estudos de menor escala e indícios casuais de especialistas que mostravam que o diagnóstico de estado “vegetativo” é inconfiável na melhor das hipóteses. Um longo artigo publicado na revista Discover de julho foi o resultado de anos de pesquisa realizada por dois especialistas principais que dizem que testemunharam tais pacientes — alguns dos quais tinham apenas uma “sombra de fluído” no crânio onde o cérebro deveria ter estado — se reconectarem com o mundo externo muitas vezes.
Mas as barreiras para avançar tratamento podem ser mais elevadas do que a ciência pode sozinha transpor. O Dr. Joseph Giancino, diretor de neuropsicologia de reabilitação no Hospital de Reabilitação Spaulding, contou para a revista Discover acerca do nível de preconceito que ele testemunhou contra os pacientes mais vulneráveis num prestigioso hospital em que ele apresentou suas descobertas.
“O médico diretor do setor de traumas me agradece e de maneira muito jovial diz: ‘Em minha época, o termo para esses pacientes era medusa’. E ele ri e continua seu trabalho”, disse ele. “O que você faz com isso?”
Embora um dos pesquisadores do estudo da Lancet tivesse concluído que o experimento foi “um forte sinal de nossa incapacidade de diagnosticar corretamente no estado vegetativo”, alguns defensores de deficientes dizem que o diagnóstico deveria ser totalmente abandonado, argumentando que é uma ferramenta rotineiramente usada para cometer discriminações contra deficientes cognitivos.
Bobby Schindler, irmão de Terri Schiavo e fundador da Rede Vida e Esperança Terri Schiavo, disse em resposta ao artigo da Discover que a “classe médica precisa eliminar o diagnóstico [de persistente estado vegetativo]”.
“A classificação de persistente estado vegetativo não só é elevadamente falha e sem base científica em seu diagnóstico (o diagnóstico incorreto ocorre mais que 50% do tempo), mas é também desumanizadora para o indivíduo que está sendo rotulado como um ‘vegetal’”, disse Schindler. “Contudo, o que é mais importante e preocupante é que a condição de persistente estado vegetativo (PEV) está sendo usada como um critério para matar aqueles que têm deficiência cognitiva como foi usado para deliberadamente matar minha irmã, Terri”.
Terri Schiavo foi diagnosticada com PEV em 1991, e uma ordem judicial proibiu que ela recebesse alimento e liquido, o que levou à infame morte dela por desidratação, apesar de um vídeo e fotos que mostravam que ela estava alerta e reagia.
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